Os 5 maiores erros que todo designer tenta evitar

Erros na decoração são uma constante, embora todo mundo ache que sabe fazer sozinho. O profissional de verdade é capaz de constatar imediatamente o “fui eu que fiz”. Acho engraçado que ninguém diz: “fui eu mesmo que obturei meu dente“, “estou fazendo minha própria fisioterapia”, “eu fiz a minha cirurgia de menisco”, “eu fiz meu jantar de casamento”, “eu fiz minha petição para o juiz”, enfim, toda profissão tem seus segredos e tudo o que o profissional realiza é de acordo com seu conhecimento, seja ele autodidata ou graduado através de uma faculdade, curso ou especialização.


Na realidade, aquilo que conta como arte é sempre motivo da tentativa do “faça você mesmo“, e felizmente existem aqueles que tem um dom natural, afinal, quem não conhece alguém que tem o dom da música? Do tipo que toca qualquer instrumento, tudo vira música na mão desta pessoa, enquanto muitos não sabem uma nota. Há também inventores que nunca cursaram engenharia elétrica ou mecânica; ou, ainda, pessoas que desenham maravilhosamente bem desde pequenos. Entretanto, convenhamos, pessoas assim são raras! Infelizmente....


Eu acredito que todos tem um dom, mas a maioria passa a vida sem descobrir o seu, o que é uma tristeza. Aquele que descobre normalmente é autodidata, pois faz aquilo com naturalidade. Na área das artes isto é muito comum, e eu considero o design de interiores uma arte!


Mas agora a ótima notícia: todos podem aprender, e este é o dom da vida, o Aprender. Quem tem um filhinho especial - em que isto não é natural como é para a maioria das pessoas - sabe o valor do aprendizado natural, aquele que você nem percebe que já aprendeu, tipo 1 +1=2. Você se lembra ou sabe quando aprendeu? Ou recorda-se quando exatamente o seu filho, naquele turbilhão de aprendizagem, aprendeu? Quando foi então? Dia e hora?


Por isso, sempre que posso frequento cursos na área de design de interiores, seja para aprender a decorar ou para aprender a profissão, e neste post trago algumas lições que os dois públicos podem aproveitar: EVITAR ERROS!


1. Proporção

É sempre estranho uma sala grande com uma janela pequena, ou uma única sala com 4 paredes e 4 portas (acredite: encontro normalmente, e não é para circulação!), um sofá grande demais, uma cortina curta demais, uma cama enorme e uma mesa de apoio lateral pequena, um banheiro enorme com espelhos pequenos, uma mesa grande com cadeiras pequenas, enfim, a proporção não é simples e natural como se parece, e o que é pior: não se ensina, se sente. Mas a boa notícia é, que de forma geral, uma regrinha de 3 ou de 4 funciona, do tipo dividir em três partes ou quatro. Exemplo: em um painel de TV com estantes laterais o painel tem que ter a mesma largura das estantes laterais ou duas vezes as medidas da lateral. Costuma dar certo em caso de dúvida!


Sofá grande demais para a parede

Já este ficou bem distribuído...


2. Iluminação

Erra-se na cor da lâmpada, na intensidade, no local, no modelo, quem acende com quem, mas também, né? Quanta informação para iluminar um local! É claro que podemos fazer isso com uma lâmpada e um fio, mas isto não é decorar! Então quem se inscrever no meu site ou ler um dos posts de iluminação vai encontrar uma planilha de Excel que ajuda muito, com todos os cômodos, tipos, e detalhes de iluminação. Eis um exemplo onde a informação, conhecimento e estudo fazem grande diferença!


Não entendi essa iluminação acima...


Já esta abaixo está perfeita!


3. Cor


Este é um erro que pode ser fatal, pois envolve todo o ambiente, seja nas paredes ou nas padronagens (tecidos, pisos, lâminas, tapetes, móveis, enfim, todos os itens mesmo!). A cor vai dar harmonia no ambiente, e saber lidar com elas é super importante. Na dúvida, utilize um único tom e várias nuances do mesmo tom, como nos mood board. Uma base e detalhes em outras cores. Quanto menos cores, menos erros! Dica: use e abuse de tons acinzentados até você virar profissional!


Nem precisa comentar, né!?

Em compensação, os tons terrosos abaixo ficaram fantásticos!


4. Estilo

Nossa, que difícil! Normalmente vemos os grandes designers desenvolverem seus próprios estilos e uma porção de outros profissionais indo na onda deles. Por exemplo, o Roberto Migotto é contemporâneo; o Jorge Elias é clássico; a Ana Maria Vieira Santos consegue unir natureza e classe como ninguém; sou fã dela, aliás, de todos eles! Mas para chegar lá é necessário muito trabalho, muitos anos desenvolvendo e divulgando estes trabalhos maravilhosos. Para nós, meros mortais, não acontece bem assim! É claro que todos tem seu estilo de preferência, mas precisamos passear em todos os estilos quando queremos fazer o gosto do cliente através de uma decoração ou consultoria com a sua personalidade. Para isso precisamos de muita, muita informação e observação. Só assim teremos discernimento para distinguir o que faz e o que não faz parte de determinado estilo. Hoje, com a internet fica mais fácil, mas tem que pesquisar, não pode ter preguiça não!



5. Não reconhecer seus erros

Acredite: essa é uma falha muito, muito comum. Todo mundo erra, mas o mais importante é reconhecer e corrigir seus erros. Quando reconhecemos nossos erros, ganhamos a credibilidade do nosso cliente e a reciprocidade dele, e devemos muitas vezes assumir financeiramente nossos erros, isto nos faz crescer e não esquecer dos mesmos. Quando erramos e dizemos isto ao nosso cliente, com profissionalismo, fatalmente teremos a compreensão dos mesmos. Nunca aconteceu diferente comigo, em 23 anos de profissão!


Espero que estas constatações possam lhe auxiliar. Comente, compartilhe e cadastre-se no site!


Quer ter certeza de que não vai errar na sua decoração?

Conheça a Consultoria em Decoração da Márcia




Márcia Rispoli entrou no ramo de decoração e design por acaso, ao sair vencedora de um concurso promovido pela Revista A&D, o que resultou em sua inscrição na Associação Brasileira de Designers de Interiores. Desde então, ela não parou mais! Neste espaço, ela compartilha de todo o conhecimento adquirido nestes mais de 20 anos de profissão.

Posts em destaque