Plantas naturais: como, quando e onde usá-las?

Será que existe quem não goste de plantas? Um verdinho qualquer, desde uma salsinha a uma palmeira imperial... Acho que não existe quem não goste! Pode existir quem não goste de cuidar, mas quem não gosta de olhar? Afinal, o que pode ser mais tranquilizador que uma paisagem verde, ou um jardim à luz da lua? Um lindo jardim encanta até os corações mais duros e peludos!


Paisagismo não é realmente algo que eu entenda profundamente, mas como designer de interiores passeio por este segmento com algumas dicas para não errar. Vamos lá !


Não há planta feia, há planta mal cuidada; há planta no vaso errado; há planta no local errado; há planta doente; enfim, tal qual os seres humanos, às vezes a planta não está em uma boa fase, por exemplo: está em época de cair folhas, não se adaptou ao local, nasceu na hora errada, no local errado. Mas todas as plantas bem cuidadas e no local certo são lindas e bem-vindas.


Há plantas que se adaptam bem a ambientes internos e outras a ambientes externos, portanto, antes de comprá-las devemos conhecer um pouquinho das suas necessidades básicas: muita luz ou pouca luz, muita água ou pouca água, com claridade ou sombra, sol direto ou não, com muito ar ou pouco ar.




As mais indicadas para ambiente interno, ao meu ver, são os fícus e o bambu mossô. Existe uma infinidade de outros tipos, mas estes não dão trabalho, e, se tiverem o mínimo de atenção, caem bem em qualquer decoração, sem falar que estão na maior parte do tempo cheias de folhas. Outras que gosto muito são as arecas, as bananeiras decorativas e os vários tipos de palmeiras.


Quando coloco plantas naturais em minhas decorações, o "formato" delas me chama muito a atenção. E a proporção também: a planta tem que ter proporção com o ambiente em que está e entrar dentro da decoração com sutiliza e harmonia, preenchendo um espaço e dando aconchego ao local. Uma planta baixa em um pé direito duplo não funciona, fica estranho, mas uma planta alta colocada levemente inclinada em um local mais baixo fica bom. Curioso, né? Mas isso é uma peculiariedade, por exemplo, do bambu mossô (sou apaixonada por ele!)




Já um fícus em formato de árvore com o tronco aparecendo e uma copa não é o indicado, pois normalmente as folhagens devem vir desde o vaso, ficando cheio (sem tronco aparecendo).

Outra planta que uso muito é o cipreste comum ou cipreste kaizuka, que caem super bem nas decorações clássicas ao lado das portas, em dupla. Fica lindo!


Onde as plantas naturais devem ficar? Nos buracos da decoração! Em uma passagem de vidro de um ambiente comercial, em um canto perdido sem nada... Exemplo: temos o sofá, as mesas laterais e ainda sobrou um pedaço de parede, que não cabe um móvel, que não dá para montar um ambiente, mas que ao mesmo tempo é grande o suficiente para parecer vazio. Aí cabe uma planta! Normalmente naquele espaço vazio entre 60 cm e 1 metro.

Sempre que possível, perto da janela, ou da transparência (onde possa pegar luz natural e ter ventilação), mas às vezes não é possível, como por exemplo abaixo da escada; neste caso, a opção é tirar sempre que for limpar - no mínimo duas vezes por semana - e deixá-la em ambiente externo, ou colocar uma planta artificial (ou, como chamamos hoje, plantas similares).